Levantamento divulgado em 20/10 aponta que só 31% dos americanos aprovam a gestão de Donald Trump. É a menor taxa registrada pelo instituto para um presidente neste período pré-eleitoral.
Faltando pouco mais de duas semanas para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, a aprovação do presidente Donald Trump nunca esteve tão baixa: pesquisa divulgada nesta terça-feira (20) aponta que apenas 31% dos norte-americanos aprovam a gestão. O levantamento foi divulgado em 20/10 e mostra que menos de um terço da população apoia o presidente às vésperas do pleito.
O instituto que realizou a avaliação, que acompanha tendências desde 2010, registrou a menor taxa de aprovação de um presidente nessa época da disputa. A comparação histórica citada pelo levantamento lembra que o último presidente com aprovação tão baixa no meio do mandato foi Harry Truman, em 1946, conforme dados de levantamentos antigos.
Entre as preocupações apontadas pela pesquisa está o preço da gasolina: cerca de 68% dos entrevistados disseram desaprovar a condução do governo em relação à economia. Esse descontentamento econômico alcança também parcelas do eleitorado tradicional do presidente: 37% dos que se identificam como Republicanos desaprovam a maneira como a economia vem sendo conduzida.
Em intenção de voto para o Congresso, o levantamento indicou vantagem para os Democratas: 47% dos eleitores afirmaram que votarão pelos Democratas no legislativo, enquanto 35% declararam preferência pelos Republicanos. O resultado reforça as expectativas de que os Democratas possam recuperar o controle da Câmara e do Senado nas eleições do dia 3 de novembro.
O papel do eleitorado feminino aparece com destaque na pesquisa: metade das eleitoras disseram que querem os Democratas, contra cerca de um terço que optaria pelos Republicanos. Entre os homens, os Democratas lideram, mas por uma margem menor.
Os norte-americanos votarão no dia 3 de novembro para definir quem vai controlar o Congresso durante os dois anos finais do mandato de Donald Trump. Hoje, os Democratas precisam de quatro cadeiras a mais, nas duas casas legislativas, para reverter a atual maioria Republicana. A disputa se manterá como elemento central para a agenda legislativa e para decisões que afetam a economia e as políticas públicas nos próximos dois anos.
Para leitores na Bahia e no Brasil, a definição do Congresso norte-americano tem implicações indiretas: mudanças no equilíbrio de poder em Washington podem afetar mercados internacionais, políticas comerciais e pressões sobre preços de commodities, entre elas combustíveis. Nas próximas duas semanas, pesquisas adicionais e os acontecimentos de campanha deverão influenciar as expectativas do eleitorado e as projeções sobre o resultado final.
Com a data do pleito se aproximando, o foco permanece na variação de intenções de voto, na percepção econômica do eleitor e na capacidade das campanhas de mobilizar eleitores decisivos em estados-chave.
