Dólar recua a R$4,985 e Ibovespa bate recorde acima de 209 mil

Dólar recua a R$4,985 e Ibovespa bate recorde acima de 209 mil

por R2Sites

Publicado em 09/10/2026,

às 00h00

Dólar comercial caiu 0,78% e fechou a R$ 4,985, com mínima de R$ 4,977, abaixo de R$ 5 pelo segundo pregão. Ibovespa bateu recorde e encerrou acima de 209 mil pontos com alta nas moedas emergentes e otimismo político.

O dólar comercial fechou em queda nesta sexta-feira (9), cotado a R$ 4,985, abaixo de R$ 5 pela segunda sessão consecutiva, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira renovou recordes e encerrou acima dos 209 mil pontos.

A moeda recuou 0,78% no dia e chegou à mínima de R$ 4,977 por volta das 13h. Na primeira semana após o primeiro turno das eleições, o dólar acumulou desvalorização de 4,44% frente ao real; no ano, a queda foi de 9,18%.

O movimento de baixa do dólar ocorreu em meio à valorização das moedas de países emergentes e às expectativas dos investidores sobre o cenário político brasileiro após a divulgação de pesquisas eleitorais. O mercado também acompanhou a divulgação da inflação oficial: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro e acumulou alta de 4,58% em 12 meses.

Números do dia

  • Dólar comercial: R$ 4,985 (-0,78%)
  • Dólar na semana: recuo de 4,44%
  • Ibovespa: 209.066,90 pontos (+1,38%)
  • Ibovespa na semana: avanço de 8,82%
  • Petróleo Brent: US$ 104,72 por barril (+0,42%)
  • Petróleo WTI: US$ 91,85 por barril (+0,39%)

O Ibovespa avançou 1,38% na sessão e fechou aos 209.066,90 pontos, novo recorde de encerramento. Durante o pregão, o indicador também atingiu a máxima histórica de 209.713,45 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 8,82%, impulsionado pelo fluxo de investimentos para ações brasileiras e pelas expectativas em torno do cenário eleitoral e da política econômica a partir de 2027.

As bolsas de Nova York fecharam em alta. O índice S&P 500 avançou 0,60% em uma sessão marcada pela expectativa com a temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e pela atenção dos investidores aos próximos dados de inflação.

No mercado de câmbio internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, subiu 0,08%, segundo uma das cotações divulgadas durante a tarde.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta na sexta-feira. O barril do tipo Brent para dezembro encerrou a sessão a US$ 104,72, alta de 0,42%, enquanto o WTI para novembro subiu 0,39%, para US$ 91,85 por barril. Na semana, o Brent acumulou valorização de 2,41% e o WTI avançou 0,81%.

O aumento dos preços do petróleo foi sustentado por preocupações sobre interrupções de oferta, tensões no Oriente Médio e efeitos de condições climáticas adversas sobre a produção norte-americana. Nos Estados Unidos, a passagem do furacão Isaias fez com que produtores interrompessem parte da extração no Golfo do México, elevando as preocupações com o abastecimento.

A sessão foi, em suma, marcada por cenário externo e incertezas políticas internas. Nos próximos dias, mercados e investidores permaneceriam atentos às próximas pesquisas eleitorais, à evolução dos dados de inflação e ao desenrolar da temporada de balanços corporativos, fatores que podem influenciar tanto a moeda quanto a bolsa.

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