Equipes do Corpo de Bombeiros e do Ibama trabalharam por mais de duas horas para debelar o fogo na área de mata. Cerca de 40 profissionais atuaram para proteger instalações próximas, com apoio do Prevfogo.
Bombeiros e equipes do Ibama controlaram um incêndio que atingiu uma área de mata no Centro Olímpico da Universidade de Brasília (UnB) na tarde desta sexta-feira (9). Pelo menos 40 profissionais trabalharam por mais de duas horas para debelar as chamas e proteger instalações próximas.
As ações envolveram militares do Corpo de Bombeiros e técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio do Prevfogo, núcleo de prevenção e combate a incêndios florestais vinculado ao Ibama. O coordenador de logística do Prevfogo, Marcos Rocha, informou que, até o encerramento das operações, não era possível identificar a causa do incêndio na área de Cerrado.
“A secura do tempo pode fazer com que alguma fagulha espalhe o fogo. Como está muito seco e havia um vento os focos se espalharam rapidamente”
Rocha explicou que as condições climáticas — clima quente e seco e presença de vento — favoreceram a disseminação dos focos. Para conter as chamas, as equipes chegaram a puxar água da piscina do próprio Centro Olímpico. Os bombeiros militares também utilizaram drones para mapear e combater toda a extensão do incêndio, que ocorreu próximo à avenida L4, via de grande circulação na Asa Norte, onde fica a sede do Prevfogo.
As chamas duraram mais de duas horas e as equipes conseguiram proteger a área patrimonial da Faculdade de Educação Física e do Centro Olímpico, ambas próximas à mata atingida. Em razão do incêndio, a direção do Centro Olímpico suspendeu as atividades no local durante a tarde.
“Nós retiramos todas as crianças que estavam aqui no parque aquático para fazer atividades e cancelamos as atividades acadêmicas.”
A chefe do Centro Olímpico, professora Marisete Safons, afirmou que este foi o primeiro incêndio na região no ano e descreveu a ação rápida dos bombeiros após os primeiros sinais de fogo: “Nós escutamos os estalos do fogo e já acionamos os bombeiros que agiram rapidamente”.
Além de registrar os danos e as medidas adotadas para proteção de estruturas, equipes técnicas seguiram no local avaliando riscos de novos focos e a extensão do apoio necessário. O episódio reforça a atenção para a vulnerabilidade do bioma Cerrado durante períodos de baixa umidade e vento, quando pequenas fagulhas podem se transformar em incêndios de grande risco para áreas urbanas adjacentes.
