Publicações expuseram dados, ameaçaram familiares e espalharam desinformação e ódio; cerca de 30 mil manifestações foram registradas. Kassio Nunes Marques determinou proteção aos servidores e pediu investigação à PF.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal (PF) depois de identificar ameaças dirigidas a servidores da Justiça Eleitoral em postagens nas redes sociais. Segundo o tribunal, cerca de 30 mil manifestações contra servidores foram registradas até o início da tarde de quinta-feira (8).
As publicações identificadas incluíam exposição de dados pessoais, ameaças a familiares, conteúdos de desinformação e discurso de ódio. Diante do volume e da gravidade das mensagens, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou medidas de proteção aos servidores e estendeu o apoio a seus familiares, incluindo suporte de segurança e atendimento psicológico.
Além de acionar a Polícia Federal, o tribunal informou que comunicou o Ministério Público sobre a proliferação das postagens irregulares e notificou as plataformas que hospedam as redes sociais para que tomassem conhecimento do conteúdo apontado como ofensivo e potencialmente ilegal. A iniciativa visa tanto identificar autores quanto mitigar riscos à integridade física e à segurança emocional dos profissionais da Justiça Eleitoral.
O TSE é o órgão responsável pela organização das eleições no país. A movimentação para envolver a PF e o Ministério Público reflete a preocupação institucional com a escalada de ataques por meios digitais contra servidores públicos que atuam no processo eleitoral, situação que pode comprometer rotinas de trabalho e a confiança pública na administração do pleito.
Autoridades envolvidas adotaram procedimento para reunir as evidências coletadas nas redes sociais e encaminhar elementos que possam subsidiar investigações criminais e eventuais medidas judiciais. As plataformas notificadas foram chamadas a colaborar na remoção de conteúdos e na preservação de registros que facilitem a identificação de responsáveis, conforme informado pelo tribunal.
Especialistas em segurança e direito eleitoral costumam alertar que ameaças e exposição indevida de dados podem configurar crimes e demandam respostas coordenadas entre órgãos de investigação, Ministério Público e provedores de internet. No caso em questão, o acionamento da Polícia Federal e a comunicação ao Ministério Público sinalizaram a intenção de apurar autoria e responsabilidades.
O episódio reforçou a necessidade de medidas preventivas para proteger servidores eleitorais e seus familiares, além de ações de checagem e combate à desinformação nas plataformas digitais. Procuradas, as instituições envolvidas registraram as medidas adotadas e indicaram que o andamento das apurações ficará a cargo das autoridades competentes.
