segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Lula e Flávio trocam acusações na Band sobre R$134 mi e segurança

Lula e Flávio trocam acusações na Band sobre R$134 mi e segurança

por R2Sites

Publicado em 19/10/2026,

às 00h00

No debate da Band, Lula e Flávio trocaram provocações sobre finanças e segurança. Lula questionou R$134 milhões ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro e a defesa de um acusado de assassinato de criança.

O primeiro confronto televisionado entre os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), aconteceu neste domingo (18) em debate promovido pela TV Bandeirantes e teve momentos de provocações, intervenções dos mediadores e troca direta de acusações sobre finanças, segurança e políticas públicas.

No início do encontro, Lula questionou Flávio sobre a origem de R$ 134 milhões recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro e sobre a defesa de um acusado de assassinato de criança. O presidente também levantou questionamentos sobre proximidade com acusados pelo homicídio da vereadora Marielle Franco, posição contrária à marcação numerária em cápsulas de munição e voto contrário à ampliação da licença-maternidade durante mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Flávio não respondeu aos questionamentos e rebateu com perguntas sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, alvo de investigação por suposta participação em esquema de tráfico de influência. O candidato do PL afirmou ainda que o governo Lula seria responsável por irregularidades no INSS; a reportagem registrou que os desvios começaram no governo anterior e que o atual governo teria adotado medidas de ressarcimento, mas Flávio não fez referência a esse histórico ao acusar o rival.

Sobre segurança pública, Flávio disse que pretende classificar facções criminosas como “narcoterroristas” e afirmou que, se eleito, vai construir 500 mil vagas no sistema penitenciário. Lula reafirmou que criará o Ministério da Segurança Pública para definir papéis entre municípios, estados e União e para reforçar a ação federal em políticas de combate à criminalidade.

No segundo bloco, focado em propostas, o SUS entrou como tema central. Flávio afirmou que indicaria o médico Cláudio Lottenberg, do Hospital Albert Einstein, para o Ministério da Saúde e defendeu implantar um “padrão Einstein no SUS”. Lula questionou se o adversário pretende privatizar o sistema público e criticou a condução da pandemia entre 2020 e 2022, citando mais de 716 mil mortos no período.

“Eles tiveram uma experiência de quatro anos. E foi o maior desastre da história desse país. Poderia ter evitado metade das mortes se ouvisse a ciência, se acreditassem a ciência. Eles não acreditavam”,

Durante a fala, Lula foi interrompido por Flávio, o que exigiu intervenção da mediadora Adriana Araújo. Em defesa do governo anterior, Flávio afirmou que o então presidente “deu o seu melhor” no enfrentamento da pandemia, segundo a sua avaliação.

“Eu sou uma pessoa que sei ouvir, eu sei escutar, eu sou uma pessoa que se for convencida posso melhorar a minha opinião, se isso for melhor também para os cidadãos brasileiros”,

Flávio também citou crimes recentes para criticar as saídas temporárias de presos e acusou Lula de priorizar direitos de condenados em detrimento das vítimas. Lula defendeu a manutenção das saídas em casos de bom comportamento e recuperação, mas disse que crimes graves, estupro e violência contra mulheres não deveriam ter esse benefício.

No terceiro bloco, o tom subiu e Lula desafiou o adversário a abrirem sigilos bancário e telefônico, incluindo familiares, para averiguação antes das eleições. O presidente propôs entrega de documentos às autoridades para que eleitores conheçam possíveis irregularidades.

“Eu desafio você. Amanhã abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão desse país”,

A resposta de Flávio sobre o pedido de abertura de sigilos foi registrada de forma incompleta no relatório da transmissão e não constou integralmente no registro do debate. O encontro reforçou o perfil combativo da campanha e deve influenciar o calendário de embates entre os candidatos nas próximas semanas, enquanto o eleitorado nacional — inclusive na Bahia — acompanha desdobramentos sobre propostas e acusações.

O debate foi realizado no domingo, 18 de outubro de 2026, e trouxe à tona pontos que continuarão a ser cobrados ao longo da campanha, como segurança pública, gestão do SUS, denúncias financeiras e transparência de candidatos e familiares.

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