Além da eleição presidencial, sete municípios escolhem neste domingo (25) prefeitos e vices para mandato até 31/12/2028. A votação ocorre das 8h às 17h; em Goiatins (TO) também se elege governador.
Sete municípios irão às urnas no próximo domingo (25) para escolher, além do presidente da República, os prefeitos e vice-prefeitos que vão governar os municípios até o dia 31 de dezembro de 2028.
Cidades com eleições suplementares — 25/10/2026
- Arroio do Sal (RS)
- Santana do Itararé (PR)
- Itaguaí (RJ)
- Goiatins (TO) — além de presidente, prefeito e vice, os eleitores também vão escolher o governador
- Macedônia (SP)
- Martinópolis (SP)
- Narandiba (SP)
A votação será das oito da manhã às cinco da tarde. Em todos os municípios, os eleitores deverão comparecer às seções eleitorais no horário previsto para garantir a participação na escolha dos novos gestores locais.
Na maioria dos casos, as chapas eleitas em 2024 foram cassadas por irregularidades apontadas pela Justiça Eleitoral, como abuso de poder político e econômico e compra de votos. Essas decisões levaram à realização das eleições suplementares para recompor as administrações municipais e garantir mandato até o fim do pleito municipal em 2028.
O caso de Itaguaí (RJ) ganhou destaque entre as situações que motivaram a convocação de nova votação. A eleição suplementar na cidade será realizada porque a Justiça Eleitoral barrou a candidatura de Rubem Vieira de Souza, filiado ao Podemos e conhecido como Dr. Rubão, por entender que ele estaria concorrendo a um terceiro mandato consecutivo.
O histórico em Itaguaí, conforme registrado nos autos, foi o seguinte: em 2020, Dr. Rubão era presidente da Câmara Municipal e assumiu a prefeitura entre julho e o fim daquele ano após o afastamento do prefeito e do vice. Em seguida, foi eleito prefeito e comandou a cidade até o fim de 2024. Na eleição de 2024, concorreu novamente e recebeu a maioria dos votos, mas teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, que considerou que um novo mandato configuraria um terceiro período consecutivo à frente da prefeitura.
As eleições suplementares servem como mecanismo para regularizar a representação municipal quando decisões judiciais anulam resultados ou impedem candidaturas. O desfecho em cada um desses sete municípios vai definir quem assumirá as prefeituras até 31 de dezembro de 2028 e pode alterar a configuração política local nos próximos dois anos.
Após a apuração dos votos no domingo (25), os eleitos nas eleições suplementares tomarão posse conforme as normas eleitorais vigentes para completar o mandato até o término previsto em 2028. Observadores locais e autoridades eleitorais acompanharão a votação e a apuração para garantir que o processo ocorra dentro das regras estabelecidas.
