quinta-feira, 15 de outubro de 2026

TSE ordena remoção de vídeos de Flávio que acusavam filho de Lula

TSE ordena remoção de vídeos de Flávio que acusavam filho de Lula

por R2Sites

Publicado em 15/10/2026,

às 00h00

O Tribunal Superior Eleitoral determinou que vídeos de Flávio Bolsonaro sejam removidos em 24 horas. A ação da campanha de Lula acusa Flávio e Nikolas Ferreira de vincular o presidente e o filho a supostas fraudes no INSS.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubou, por maioria de votos, vídeos publicados por Flávio Bolsonaro que associavam o presidente Lula a supostas irregularidades envolvendo o filho do presidente nas investigações sobre fraudes no INSS. As publicações devem ser retiradas do ar dentro de 24 horas.

A ação foi movida pela campanha à reeleição de Lula contra Flávio Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. Nos vídeos questionados havia um recorte de uma fala do presidente sobre garis que foi editado e combinado com críticas de opositores à campanha presidencial e com referências ao inquérito sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O advogado da campanha de Lula, Miguel Filipe Novais, sustentou que o trecho foi tirado de contexto e que a fala original tinha objetivo de valorizar trabalhadores. Ele afirmou que a edição transformou um discurso legítimo em material malicioso.

“Toda descontextualização trabalha com palavras verdadeiras. Então não basta o presidente ter falado isso para que seja lícito fazer esse recorte malicioso e a promoção e a publicação dessa fala.”

Do outro lado, a advogada de Flávio Bolsonaro, Maria Cláudia Bucchianeri, defendeu a veracidade da fala e a liberdade de crítica política ao material publicado.

“Bem ou mal, correto ou não, se ele quis dizer isso ou se ele não quis, o fato é que ele falou. E isso comporta todo tipo de crítica, todo tipo de análise.”

No pedido de Direito de Resposta, o relator do processo, ministro André Mendonça, votou contra a retirada do conteúdo, argumentando que o trecho sobre os garis integraria a disputa política e que as menções ao caso do INSS teriam amparo na existência de notícias e investigações sobre o tema. A posição final que prevaleceu, no entanto, foi a do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que considerou protegida pela liberdade de expressão a parte do vídeo relativa aos garis, mas entendeu que a associação direta entre Lula e as supostas irregularidades envolvendo seu filho exigia a retirada do material.

A decisão impõe prazo curto para a retirada das publicações, refletindo o caráter sensível de contendas eleitorais e o uso de recortes editoriais em campanhas. Resta acompanhar o cumprimento da determinação nos próximos dias e eventuais desdobramentos jurídicos decorrentes do cumprimento ou descumprimento do prazo estabelecido pelo tribunal.

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