Três proeminentes sociedades médicas brasileiras especializadas no tratamento da obesidade e do diabetes emitiram uma nota conjunta criticando duramente a decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) de não incluir as chamadas “canetas emagrecedoras” na lista de medicamentos oferecidos pelo SUS. As associações, que incluem a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), alegam que a medida representa uma “elitização” no acesso a tratamentos modernos e eficazes, deixando a população mais vulnerável sem opções terapêuticas adequadas.
No entanto, as entidades médicas rebatem o argumento financeiro. Elas afirmam que a falta de acesso a esses medicamentos pode gerar custos ainda maiores no futuro, decorrentes do agravamento de doenças associadas à obesidade e diabete, que exigirão tratamentos mais complexos e caros. Além disso, as sociedades condenam a decisão como “elitista”, pois restringe o acesso a uma tecnologia avançada apenas àqueles que podem pagar por ela na rede privada.