Eduardo fala em ir às “últimas consequências” contra Moraes

por Redação

Publicado em 14/08/2025,

às 07h37

deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) confrontou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que está disposto a ir até às “últimas consequências” contra o magistrado.

“Estou disposto a ir às últimas consequências para retirar esse psicopata do poder. Se depender de mim, a gente vai continuar aqui, dobrando a aposta até que a pressão seja insustentável e as pessoas que sustentam Moraes larguem a mão dele para que ele vá sozinho para o abismo”, afirmou.

As declarações do filho ‘03’ do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram dadas em entrevista à BBC News na quarta-feira, 13, após a apresentação das alegações finais dos envolvidos no núcleo 1 da suposta trama golpista.

O parlamentar licenciado ainda participou de uma reunião com representantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Eduardo ainda afirmou que está em estado de alerta para a possibilidade do Brasil tornar-se um país de regime ditatorial com o governo Lula (PT) em meio às sanções econômicas impostas pelo presidente americano ao país.

O parlamentar não quis se aprofundar sobre um eventual impacto do tarifaço norte-americano nas eleições de 2026, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não poderá disputar por estar inelegível até 2030.

“Estou preocupado [com a possibilidade] de o Brasil consolidar esse regime e viver durante décadas igual a Cuba, igual à Venezuela. Se a gente chegar nesse ponto, o Brasil vai ter saudades de um tarifaço de só 50%. Eu estou preocupado em resgatar a dignidade do Brasil, […] eu estou preocupado em ter uma eleição em 2026, com a ampla participação da oposição, com Jair Bolsonaro concorrendo, comigo concorrendo, com várias outras pessoas podendo disputar o pleito”.

Durante entrevista, Eduardo Bolsonaro voltou a sugerir a extensão das sanções americanas para os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

“Se no futuro nada for feito, talvez aí a gente tenha também o Alcolumbre e o Hugo Motta figurando nessa posição. O que eu sei é o seguinte: eles já estão no radar e as autoridades norte-americanas têm uma clara visão do que está acontecendo no Brasil”, disse.

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