Identificado no primeiro semestre, o surto de ebola registra alta letalidade de 50% e avança por várias províncias do Congo. Casos foram confirmados em Nord Ubangi, na divisa com a RCA, e há notificações em Uganda e Quênia.
O surto de ebola identificado no primeiro semestre vai se espalhar para oito províncias da República Democrática do Congo e já alcança 9.415 casos registrados, com 4.536 mortes confirmadas, segundo dados oficiais. A taxa de letalidade do surto é de 50%.
Neste domingo (18), o Instituto de Saúde Pública do Congo confirmou dois casos na província de Nord Ubangi, na fronteira com a República Centro-Africana, ampliando o raio de ação da doença para áreas de divisa com países vizinhos. Este mês, autoridades também confirmaram novos casos em Uganda e oito casos no Quênia, que decretou alerta máximo em razão da circulação do vírus.
O atual surto será definido como a pior epidemia de ebola na história do país — que tem mais de 116 milhões de habitantes e é a quarta nação mais populosa do continente africano. Desde o início da emergência, o número oficial de óbitos soma 4.536 pessoas, ou seja, quase metade dos casos notificados.
O vírus se transmite por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, além de objetos contaminados. Ao contrário de outras espécies do vírus ebola, ainda não existe uma vacina disponível contra a variante responsável por este surto, o que complica as ações de contenção e prevenção em áreas afetadas e próximas.
Autoridades de saúde afirmaram que o avanço para províncias fronteiriças aumenta o risco de disseminação transfronteiriça, exigindo reforço na vigilância epidemiológica e coordenação entre países vizinhos. A confirmação de casos em Uganda e no Quênia ressalta a preocupação regional com eventuais novos focos e com a capacidade dos sistemas de saúde locais em detectar e isolar casos rapidamente.
O Ministério da Saúde do Brasil comunicou que não há registro de casos da doença no país. Em cenário internacional, a inexistência de vacina para a variante atual tende a manter a prioridade em medidas não farmacêuticas: identificação precoce, isolamento de infectados, rastreamento de contatos e campanhas de informação sobre formas de transmissão.
Especialistas apontam que a evolução do surto exigirá vigilância contínua nas províncias afetadas, fortalecimento de laboratórios e apoio internacional para controle e assistência às populações locais. A notícia foi publicada em 19/10/2026.
