O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu nesta terça-feira (26) a segunda reunião ministerial de 2025 e fez um discurso enfático sobre a política externa do país. Ao se referir às tarifas impostas pelos Estados Unidos, o presidente orientou seus ministros a defenderem a soberania do Brasil, afirmando que o governo não aceitará “desaforo, ofensas e petulância de ninguém”.
Apesar de considerar a decisão do presidente Donald Trump “descabida”, Lula garantiu que o governo brasileiro permanece aberto para negociações comerciais, mas em pé de igualdade. “Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, declarou. O presidente também pediu que cada ministro “faça questão de retratar a soberania desse país” em seus discursos.
O ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, explicou que 23,2% das exportações brasileiras para os EUA já são taxadas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial, que se aplica a quase todos os países. Para produtos como aço, alumínio e cobre, por exemplo, a tarifa é de 50%, e para automóveis e autopeças, 25%. O restante, 41,3% das exportações, possui uma tarifa de 10%.