ANP vende 49 blocos por R$3 bilhões; Recôncavo integra leilão

ANP vende 49 blocos por R$3 bilhões; Recôncavo integra leilão

por R2Sites

Publicado em 07/10/2026,

às 00h00

6º ciclo da ANP arrecadou R$3 bilhões em bônus e prevê R$4,5 bilhões de investimentos iniciais na exploração. Blocos cobrem sete bacias do Nordeste, incluindo o Recôncavo; contratos até 26/02/2027.

A 6ª ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (7), arrecadou R$ 3 bilhões em bônus de assinatura com a venda de 49 blocos. Estão previstos investimentos de R$ 4,5 bilhões apenas na fase inicial dos contratos, dedicada à exploração.

Os blocos arrematados estão distribuídos por sete bacias, incluindo áreas de interesse para o litoral e o interior do Nordeste. A assinatura dos contratos de concessão está prevista para ocorrer até 26 de fevereiro de 2027, etapa que dará sequência às obrigações contratuais e aos planos de trabalho para a fase exploratória.

Bacias dos blocos arrematados

  • Potiguar — participação entre os blocos vendidos;
  • Tacutu — blocos ofertados e arrematados;
  • Recôncavo — bacia localizada na Bahia incluída entre as áreas vendidas;
  • Parnaíba — blocos arrematados na bacia;
  • Tucano Sul — recebeu blocos no leilão;
  • Campos — bacia com histórico de produção também entre as vendidas;
  • Ceará — blocos arrematados na bacia.

Áreas com acumulações marginais

  • Quantidade — três áreas com acumulações marginais arrematadas;
  • Bacias — Potiguar e Tucano Sul;
  • Bônus — R$ 1,5 bilhão somados para essas áreas, com ágio médio de 442%.

Na manhã desta quarta-feira, a ANP também realizou o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP). No leilão do pré-sal, sete dos 13 blocos ofertados foram arrematados, resultado que tornou este o leilão do pré-sal com maior número de blocos arrematados até o momento. O ciclo anterior, o 3º em 2025, havia licitado cinco áreas.

Com os resultados da OPP, a área exploratória sob regime de partilha cresceu 58%, alcançando 39,2 mil km² — o equivalente a cerca de 90% do território do estado do Rio de Janeiro, que tem 43,8 mil km². Esse aumento amplia a área disponível para atividades de exploração e, potencialmente, para investimentos posteriores nas fases de desenvolvimento e produção.

O desdobramento imediato previsto inclui a assinatura dos contratos de concessão até 26 de fevereiro de 2027 e o início das ações previstas nos planos de trabalho, sobretudo a fase de exploração que reúne os R$ 4,5 bilhões estimados. Para as regiões afetadas, como o Recôncavo baiano, a movimentação tende a repercutir na cadeia local de serviços e fornecedores ligados à atividade de óleo e gás.

Embora os resultados indiquem forte demanda por áreas de exploração e um ágio relevante em áreas marginais, os próximos passos regulatórios e operacionais — entre eles a formalização dos contratos e o cumprimento de condicionantes ambientais e de conteúdo local — vão definir o cronograma efetivo de investimentos e calendário de trabalho nas bacias licitadas.

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