quinta-feira, 15 de outubro de 2026

MP cobra ações para garantir voto de 286 mil indígenas no 2º turno

MP cobra ações para garantir voto de 286 mil indígenas no 2º turno

por R2Sites

Publicado em 15/10/2026,

às 00h00

O Ministério Público pediu reforço para evitar falhas que prejudiquem 286 mil indígenas no segundo turno. Relatos citam falta de transporte, barreiras linguísticas e ausência de apoio a eleitoras com filhos.

O Ministério Público recomendou o reforço do planejamento para garantir o direito de voto de pouco mais de 286 mil eleitores indígenas nas Eleições de 2026, com foco no segundo turno. A medida orienta Procuradores Regionais Eleitorais a acompanhar o cumprimento de regras e a solicitar à Justiça Eleitoral providências para corrigir falhas apontadas durante o primeiro turno.

Segundo o documento, foram registrados relatos de problemas como falhas no transporte até seções, falta de acessibilidade linguística e ausência de suporte adequado a eleitoras indígenas acompanhadas de filhos menores. A Procuradoria-Geral Eleitoral recebeu reclamações de eleitores de diferentes unidades da Federação, que motivaram a recomendação enviada aos procuradores regionais.

Relatos chegaram de:

  • Minas Gerais
  • Mato Grosso
  • Amapá — no estado, eleitores dos povos Tiriyó e Kaxuyana teriam deixado de votar por não compreenderem as orientações dos mesários, que não falavam suas línguas maternas.
  • Pernambuco
  • Amazonas

O Ministério Público Eleitoral indicou um conjunto de ações que devem ser adotadas antes do segundo turno e também no dia da votação. Foi solicitado que promotores eleitorais acompanhem o planejamento do transporte oferecido às populações indígenas, verificando itinerários e a quantidade de veículos e embarcações necessários para atender os eleitores nas respectivas regiões.

Para enfrentar a barreira linguística, o documento pediu que a Justiça Eleitoral disponibilize colaboradores ou facilitadores que conheçam as línguas indígenas faladas em cada área, tanto nos locais de votação quanto na sinalização impressa dentro e fora das seções eleitorais. A recomendação também aborda a necessidade de orientar mesários a acolher, de forma prioritária e respeitosa, mães indígenas acompanhadas de crianças de colo ou filhos menores.

As medidas visam reduzir obstáculos que dificultam o exercício do voto por populações originárias e assegurar a participação plena nas urnas. O pedido do Ministério Público reforça a importância de ajustar logística, comunicação e atendimento nos locais de votação para que falhas identificadas no primeiro turno não se repitam.

Como próximo passo, o Ministério Público espera que os Procuradores Regionais Eleitorais intensifiquem a fiscalização das providências solicitadas e que a Justiça Eleitoral implemente as correções apontadas antes do segundo turno das Eleições de 2026.

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