Dólar sobe 1,15% e fecha a R$ 5,087 com investidores cautelosos

Dólar sobe 1,15% e fecha a R$ 5,087 com investidores cautelosos

por R2Sites

Publicado em 15/10/2026,

às 00h00

Na quinta (15), o mercado cambial registrou alta e o dólar encerrou em torno de R$ 5,09, após investidores adotarem cautela diante do cenário eleitoral e de medidas econômicas. A Bolsa brasileira caiu cerca de 1%.

O dólar subiu 1,15% e fechou a R$ 5,087 nesta quinta-feira (15), em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante do cenário eleitoral e de notícias sobre medidas econômicas do governo. O movimento no câmbio acompanhou a perda de força da Bolsa brasileira, que recuou cerca de 1%.

Principais números

  • Dólar à vista: R$ 5,087 (+1,15%)
  • Máxima do dólar: R$ 5,098
  • Dólar no mês: queda acumulada de 1,70%
  • Dólar no ano: queda acumulada de 7,33%
  • Ibovespa: 204.324,26 pontos (-1,06%)
  • Ibovespa na semana: queda de 2,27%
  • Ibovespa no mês: alta de 9,65%
  • Petróleo tipo Brent: US$ 105,92 por barril (-0,13%)
  • Petróleo tipo WTI: US$ 97,97 por barril (+3,03%)

A moeda americana ganhou força ao longo do pregão e renovou máximas na reta final, alcançando R$ 5,098. Nos minutos finais de negociação, o dólar comercial ficou em R$ 5,087, com valorização de 1,15%. Foi o maior valor de encerramento desde 2 de outubro, quando a cotação havia terminado em R$ 5,216.

O movimento ocorreu em sentido contrário ao do dólar no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede a moeda americana ante uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,53%, aos 102,015 pontos.

No mercado doméstico, a atenção dos investidores estava voltada à divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e ao noticiário sobre possíveis medidas do governo. A notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia anunciar tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados também influenciou o clima de cautela.

Apesar das três altas consecutivas no curto prazo, o dólar ainda acumulava queda de 1,70% em outubro e de 7,33% no ano, indicando volatilidade pontual dentro de um movimento de baixa acumulada.

O Ibovespa passou boa parte da tarde na faixa dos 205 mil pontos, mas intensificou as perdas na última hora de negociação, aproximando-se da mínima do dia, de 203.110,43 pontos. O índice encerrou em queda de 1,06%, aos 204.324,26 pontos, com giro financeiro da sessão em R$ 27 bilhões. Apesar da queda do dia, o índice ainda registrava alta acumulada de 9,65% em outubro e de 26,81% em 2026.

Os preços do petróleo fecharam sem direção única. O Brent, referência internacional, caiu 0,13%, para US$ 105,92 por barril, enquanto o WTI para novembro subiu 3,03%, para US$ 97,97 por barril. O mercado acompanhou tensões geopolíticas e sinais de aumento de oferta global: os estoques semanais de petróleo dos Estados Unidos registraram queda de 8,557 milhões de barris, acima das previsões, e a Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de cerca de 100 milhões de barris de reservas estratégicas anunciada pelo G7.

O fechamento de hoje reforçou a sensibilidade dos mercados a indicadores políticos e a medidas com impacto fiscal. Nos próximos dias, investidores irão acompanhar novas pesquisas eleitorais e desdobramentos sobre propostas de gasto público, que deverão seguir determinando a dinâmica do câmbio e da bolsa.

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