quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Estudantes franceses retornam às ruas por condições críticas nas escolas

Estudantes franceses retornam às ruas por condições críticas nas escolas

por R2Sites

Publicado em 13/10/2026,

às 00h00

Na terça (13), estudantes franceses voltaram às ruas na quarta semana de protestos por prédios precários, falta de professores e salas lotadas. Em Paris, Greta Thunberg participou de ato em frente ao Lycée Paul Éluard.

Na terça-feira (13), alunos franceses saíram às ruas por mais um dia de protestos nacionais contra as condições precárias de prédios escolares, falta de professores e salas superlotadas. A mobilização entrou em sua quarta semana e voltou a ganhar destaque em Paris, onde a ativista sueca Greta Thunberg participou de ato em frente ao Lycée Paul Éluard, no bairro de Saint-Denis, ao norte da capital.

O movimento reuniu estudantes em frente às portas de diversas escolas durante as primeiras horas do dia, com cartazes, megafones e gritos de ordem. Marchas e bloqueios atingiram centenas de unidades de ensino em várias cidades, enquanto manifestações maiores foram planejadas para o final do dia em diferentes regiões.

O ministro da Educação, Edouard Geffray, informou que cerca de 200 escolas estavam fechadas, e explicou que parte desses fechamentos se deveu a medidas de segurança — muitas unidades ficam no trajeto das marchas programadas. Em Paris, as concentrações em torno de alguns estabelecimentos chegaram a gerar confrontos com as forças de segurança.

“Eles devem saber que, em todo o mundo, estamos acompanhando esses acontecimentos. Estamos inspirados pelos jovens que reivindicam seus direitos básicos.”

Greta Thunberg falou com repórteres em Saint-Denis e afirmou que os estudantes franceses merecem um apoio mais amplo. Ela também relacionou a mobilização a causas maiores, em menção a financiamento da educação, mudanças climáticas e desigualdades sociais.

“Seja a falta de financiamento para as escolas, a crise climática ou as crises de injustiça social… já é hora de os jovens se mobilizarem e reivindicarem esse futuro.”

Ao longo dos protestos, houve confrontos em que a polícia de choque empregou gás lacrimogêneo e avançou sobre manifestantes, resultando em ferimentos e prisões. As ações das forças de segurança foram criticadas por parte do espectro político e social; em um dos episódios recentes, o uso de granadas de efeito moral foi suspenso na semana passada após um adolescente perder a mão.

Greta classificou a atuação policial como um sinal “extremamente violento” de defesa do status quo e de não atendimento às demandas dos jovens.

Do outro lado do debate, a candidata presidencial de direita Marine Le Pen e outros representantes culparam manifestantes violentos pelos danos a escolas e pelas agressões a funcionários e policiais. Analistas e observadores destacaram que a crise aumentou a sensação de incerteza no país, a seis meses da eleição presidencial, que pode levar ao primeiro governo de direita desde a Segunda Guerra Mundial, caso a Reunião Nacional de Le Pen vença a disputa.

O movimento estudantil, agora em sua quarta semana, manteve a pauta central da reivindicação por melhores condições de ensino e mais investimentos na infraestrutura escolar. Nos próximos dias estão previstas novas manifestações e atos públicos, que continuarão a testar a capacidade de resposta das autoridades e a pressão sobre o calendário político francês.

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