Apoio da população
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Gabriel Siqueira, acrescenta que a manifestação recebeu apoio de populares que cruzaram com os ativistas e também manifestou solidariedade a diversas categorias, como os motoristas de ônibus da capital fluminense, que entraram no segundo dia de greve nesta terça-feira.
“Durante todo o percurso, fomos muito bem recebidos pelos trabalhadores, o que mostra que essa luta já ganhou o apoio da classe trabalhadora brasileira”, avalia.
O presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, lembra que a categoria é uma das mais expostas à escala de apenas uma folga por semana.
Ele sustenta que, com mais dias de descanso, os funcionários terão também maior dedicação ao trabalho.
“Com trabalhador mais descansado e com uma jornada de trabalho mais digna, consequentemente, a produtividade tem de aumentar”, afirmou.
“Acho que essa conta o empresariado não está disposto a fazer”, concluiu.
Impactos
Nos últimos meses, uma série de pesquisas tem divergido sobre os impactos da mudança de escala de trabalho na economia brasileira. Algumas vão ao encontro do defendido por representantes do setor produtivo, como industriais e empresários do comércio, que citam efeitos negativos como perda de produtividade, inflação e aumento da informalidade.
Outras caminham para a conclusão de que mais dias de folga aumentarão a motivação dos empregados e que haverá mais tempo para consumo, fazendo girar a roda da economia.
Fonte: Agência Brasil
